Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, apesar de achar improvável, pela primeira vez, deu a entender que poderia, caso fosse vontade da maioria, desvincular a venda do 2,5GHz, voltada para o 4G, da faixa de 450 MHz, dedicada à inclusão rural. Mas foi enfático sobre a faixa de 700 Mhz: Não há qualquer chance de negociação imediata.

“Sei que muita gente tem interesse nessa faixa- que terá o dividendo da digitalização da TV – inclusive quem está aqui ao meu lado ( referindo-se ao presidente da Telefonica/vivo, Antonio Carlos Valente), mas não há qualquer chance de discutir ela agora. Primeiro vamos resolver o 2,5GHz”, afirmou Paulo Bernardo, que nesta terça-feira, 07/02, participou da Campus Party na capital paulista.

Com relação ao leilão de 2,5Ghz, Paulo Bernardo informou que publicará o edital no dia 16 de abril, com prazo de 30 dias, para a realização do leilão, em meados de maio. Indagado se esse prazo não estaria fora do planejado pela presidenta Dilma Rousseff – queria o leilão até o dia 30 de abril, Bernardo brincou.

“Fui ‘espancado’ pela presidenta, mas ela tolerou um atraso de 15 dias para podermos conduzir o processo da melhor maneira”, afirmou o ministro das Comunicações. Aliás, pela primeira vez, Paulo Bernardo, apesar de manter o discurso que mudanças, agora, são ‘improváveis’, mostrou uma certa flexibilidade em atender o pleito das teles – que reivindicam a desvinculação do 2,5GHz da faixa de 450 Mhz.

“Estamos fazendo a consulta pública ( ela vai até o dia 16 de fevereiro), vamos ouvir todas as partes, e se tiver que mudarmos para melhorar, vamos fazer”, completou. Indagado sobre a exigência de conteúdo nacional na montagem das infraestruturas, Paulo Bernardo garantiu que a regra está mantida. “Houve uma negociação e há, sim, uma política de governo para atrair fabricação local”, destacou.

Apesar de bastante cauteloso, o presidente da Telefonica/Vivo, Antonio Carlos Valente, deu a entender que a maior preocupação com a exigência de tecnologia nacional é o provável ‘sobrepreço’ nas negociações. “Sabemos que poderá haver uma redução de fabricantes e isso pode determinar custos mais altos na montagem da rede,mas regras são para serem cumpridas”, disse.

Via: convergenciadigital